domingo, 1 de março de 2009

A doçura do mundo


O romance “A doçura do mundo”, lançado em 2007, é da mesma autora de “A distância entre nós”, Thrity Umrigar. A jornalista atualmente mora em Ohio e escreve para vários jornais locais, além de lecionar literatura na Case Western Reserve University.
O novo livro de Umrigar conta a história de uma família que aprende a transcender dificuldades e barreiras culturais para viver no mesmo país. A personagem principal é Tehmina, uma indiana de 76 anos que sempre viveu em Bombaim. Uma mulher batalhadora e inteligente que perde seu marido amado e, pela primeira vez, vê-se sozinha para tomar suas decisões.
Em um primeiro momento, Tammy, como é chamada a personagem no decorrer da história, busca conforto na casa de Sorab, seu único filho que foi morar nos Estados Unidos quando tinha apenas 21 anos. Hoje, com 38, Sorab é um homem bem sucedido, casado e pai de um menino. Sua mulher, Susan, é a típica americana branca que não está muito acostumada com as tradições ocidentais. Apesar das reprimendas e de não sentir-se à vontade na casa do filho, quem faz a velha senhora passar dias felizes é seu netinho Cavas, de apenas sete anos, que adora a companhia da avó.
Tammy está a quase seis meses na América e pela primeira vez tem que decidir sozinha uma questão que poderá mudar sua vida para sempre: ficar nos Estados Unidos com seu único filho, agüentando as censuras e falta de paciência da nora. Ou voltar para seu apartamento na Índia, onde a cidade, a língua, cultura e pessoas são antigos amigos que ainda podem confortar um coração cansado.
O romance relata como as feridas no coração e na alma de Tehmina cicatrizam e como duas crianças que moravam na casa ao lado poderiam influenciar na sua difícil decisão. Uma história previsível e fácil de ler, sem muitas tramas ou revira-voltas, mas que encanta pela simplicidade e emoções presentes em cada parágrafo.
Logo na capa do livro a autora resume os sentimentos presentes no texto. “O melhor lugar do mundo é um só: perto daqueles que amamos”.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mais um Blog...

Esse blog é sobre minha paixão. Não, não estou falando sobre meu marido Miguel...

Todos que me conhecem sabem que eu tenho hábito de leitura. Então vou compartilhar com vocês minha opinião sobre alguns dos livros mais vendidos nos últimos anos.

A primeira resenha que vou publicar é de um livro que eu gostei muito. Vale a pena ler...


The Messenger, título original de “Eu sou o Mensageiro” é um livro de Marcus Zusak, autor australiano do aclamado “A menina que roubava livros”, que já vendeu mais de 180 mil exemplares só no Brasil.
Ed Kenned é o personagem principal desse suspense incomum. Logo no início da história ele mesmo se apresenta: “Meu nome completo é Ed Kenned. Sou taxista, tenho 19 anos. Não sou nada diferente dos outros jovens daqui destes subúrbios – não tenho muitos planos pro futuro, e as possibilidades são poucas. Tirando isso, leio mais livros do que deveria, sou um zero à esquerda na cama e não entendo nada de imposto de renda. Prazer”.
Sentindo-se fracassado, com apenas 19 anos, Ed retrata a vida moderna e sofrida de muitas pessoas. Mora em uma casinha da periferia com um cachorro fedorento. Apesar de quase ninguém agüentar o cheiro, seus amigos o visitam com freqüência.
O pai morreu de tanto beber e a mãe é uma amarga senhora que reclama de tudo. O hobby de Ed é jogar cartas na varanda de casa com seus fiéis companheiros, Marv, Ritchie e Audrey. Nessas horas ele consegue ser um pouco mais feliz.
Certo dia, sem entender muito bem por que, Ed impede um assalto a banco. Por algumas horas o insignificante personagem vira herói. É nesse momento que a vida de Ed começa a tomar outro rumo. Dias depois ele recebe pelo correio uma carta de baralho contendo três endereços, e só.
Intrigado, Ed se envolve em histórias que nunca imaginou participar. Ele percebe que finalmente tem a oportunidade de ser alguém, de fazer alguma diferença.
O livro é um suspense envolvente e intrigante, narrado em primeira pessoa. Uma história sobre amizade e coragem que prende a atenção do leitor até a última página. O final é surpreendente e traz uma mensagem de reflexão. Não é apenas um livro para entreter, e sim para pensar.
Marcus Zusak consegue mostrar que é um autor versátil escrevendo livros diferentes, mas, que emocionam da mesma maneira.